Apoiado em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), empresas do setor de combustíveis do Rio de Janeiro veem recomposição do mercado desde a paralisação das atividades da Refit. O movimento envolve a ocupação do espaço deixado pela companhia, a expansão de operações de distribuidoras que já atuam no estado e novos agentes.
Segundo a ANP, o grupo de distribuidoras analisado registrou, na prévia de junho de 2026, volume de 19,6 milhões de litros. Em agosto de 2025, esse volume era de 9,2 milhões de litros. O crescimento no período foi de cerca de 114%.
Na comparação com maio de 2026, o volume reportado havia sido de 17,8 milhões, um avanço de cerca de 10%. Entre as distribuidoras que ampliaram o quinhão de mercado estão a Nexta Distribuidora, SP Indústria e Distribuidora de Petróleo, RDP Energia, Ruff CJ Distribuidora de Petróleo e Redepetro Distribuidora de Petróleo, com aumento das vendas registradas na ANP.
O segmento no estado também passou a contar com Petrobahia, Santa Lucia Distribuidora de Combustíveis, Dislub Combustíveis e SIM Distribuidora de Combustíveis. Setta Combustíveis e Petrox Distribuidora.
O consenso do mercado, segundo agentes disseram à coluna, é um processo de expansão e pulverização da distribuição de combustíveis no Rio de Janeiro. Os dados da ANP não indicam volume de vendas da Refit no período mais recente analisado.
A refinaria está em recuperação judicial desde 2016. Em janeiro deste ano, a agência decretou a interdição da unidade por falhas que aumentariam o risco de acidentes e incêndio, em meio à operação Poço de Lobato, que investiga sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
