Os dados de produção e vendas da Petrobras (PETR3; PETR4) no segundo trimestre de 2026 (2T26) elevaram as expectativas do mercado financeiro para o balanço da companhia, que será divulgado no dia 6 de agosto. De abril a junho, a estatal atingiu recorde na produção de petróleo, com 2,69 milhões de barris por dia (bpd). O volume representa uma alta de 15,2% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
Segundo a XP Investimentos, o crescimento reflete o desempenho do pré-sal, cuja produção alcançou 2,30 milhões de barris por dia (bpd), e o início da operação de novas plataformas. Para a corretora, a combinação do avanço da produção e preços mais elevados do petróleo, devido à escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, deve beneficiar os resultados financeiros da estatal.
“Os preços do petróleo avançaram de forma expressiva durante o trimestre após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, com o Brent ultrapassando US$ 100 por barril. Apesar da correção observada no fim do trimestre, o Brent apresentou média de US$ 97 por barril, alta de 24% na comparação trimestral, ante US$ 78 por barril no 1T26”, informou a corretora em relatório.
Já a produção comercial de óleo e gás avançou 14,3% no mesmo período, para 2,927 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Com base nesse cenário, a XP projeta um Fluxo de Caixa Livre para o Acionista (FCFE) de US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2026, equivalente a um retorno trimestral de 3,6% (ou 14,2% anualizado).
A corretora estima ainda dividendos ordinários de US$ 3 bilhões, o que representa um retorno trimestral de 2,9%.
O Citi também avaliou positivamente os números operacionais da Petrobras. Segundo o banco, a combinação entre o desempenho da produção, maiores volumes de exportação de óleo, preços médios mais elevados do Brent e uma provável redução dos custos de extração (lifting costs) deve resultar em resultados financeiros e dividendos mais fortes no 2T26.
A instituição pondera, no entanto, que esse cenário é limitado pela política de preços de combustíveis da companhia e pela defasagem no recebimento de subsídios.
Por essa razão, o Citi reforça recomendação neutra para a Petrobras, com um preço-alvo para os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) de US$ 20,50.
O BTG Pactual (BPAC11), por outro lado, reiterou a recomendação de compra das ações da companhia. A decisão se baseia nas seguintes premissas: forte desempenho operacional, resultados robustos no curto prazo e, por último, relação atrativa entre risco e retorno.
“Estimamos que a Petrobras negociaria com um retorno de FCFE de aproximadamente 11% em 2027 e ofereceria um dividend yield (rendimento de dividendos) de cerca de 9%, com potencial adicional de valorização caso o ambiente atual de mercado se prolongue até 2027”, informou o BTG.
