Este setor de combustível é, com todo respeito, complicado. Em outubro, o Monitor de Preço de Combustível apontou alta de 0,4% na gasolina vendida nos postos, mesmo com a redução de 4,9% no preço vendido às distribuidoras pela Petrobras. Isso de postos demorarem a repassar as quedas de preços da gasolina e do diesel na refinaria tem sido comum, sem que o CADE, que deveria combater abusos do poder econômico, faça alguma coisa.
Há ainda o problema da Operação Carbono, da Receita e Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro do PCC e que, esta semana, interditou mais 49 postos no Norte e Nordeste. Em agosto, quando a ação foi lançada, a conta era que a lavanderia poderia alcançar, acredite, cerca de 1.100 postos. Isso afeta a imagem do setor, mesmo que a maioria aja dentro da lei.
