Petróleo e diesel pressionam preços da Petrobras

21 de agosto de 2026

Com as altas recentes do petróleo e as margens de refino globais próximas de recordes históricos, os preços dos combustíveis da Petrobras têm ficado mais pressionados nas últimas semanas. Os valores do diesel e da gasolina da estatal estão mais baixos do que os praticados no exterior desde fevereiro. O movimento se intensificou com a guerra no Oriente Médio, a partir de 28 de fevereiro, que elevou a cotação do petróleo e aumentou as margens de refino.

Na quinta-feira (20), o petróleo do tipo Brent subiu 2,43%, quinta alta seguida, cotado a US$ 91,97 o barril. O avanço foi impulsionado por ameaças do presidente americano Donald Trump, que declarou “guerra econômica” ao Irã. Trump disse que irá promover a “operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país”.

A guerra é um dos fatores que pressionam os preços do diesel, com ataques a estruturas de energia no Oriente Médio, prejudicando o balanço global entre oferta e demanda. Segundo o Goldman Sachs, ainda que as margens de refino estejam perto do recorde e os fatores de utilização de refinarias beirem os 97%, há fatores que limitam a produção de derivados.

As margens globais dos produtos refinados aumentaram nos últimos dois meses e registram alta de US$ 30 em relação a igual período do ano passado, disse o Goldman em relatório. A alta se explica pela escalada de tensões no Oriente Médio, por ataques contínuos às refinarias russas e recuperação gradual da demanda global. Para ler esta notícia, clique aqui.

Autor/Veículo: Valor Online